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19.6.19

Canta, Chico Buarque !

Chico Buarque completa hoje(19/06) - 75 anos

Francisco Buarque de Hollanda, mais conhecido como Chico Buarque, nasceu no dia 19 de junho de 1944, no Rio de Janeiro. Chico foi o quarto dos sete filhos do historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Hollanda e da pianista Maria Amélia Cesário Alvim.

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Em 1946, seu pai foi nomeado diretor do Museu do Ipiranga, em São Paulo, o que fez com que a família se mudasse para a capital paulista. Aos cinco anos, em 1949, Chico já demonstrava interesse pela música ao desenvolver um álbum com recortes de fotos de cantores de rádio.

A família mudou-se novamente em 1953, quando Sérgio Buarque foi convidado para dar aulas na Universidade de Roma. Já residente na Itália, Chico torna-se trilíngue, falando inglês na escola norte-americana, italiano nas ruas e português em casa. Nessa mesma época, compôs suas primeiras marchinhas de carnaval.

Sua casa na Itália era frequentada por diversas personalidades culturais brasileiras, como Vinícius de Moraes, com quem, futuramente, faria amizade e se tornaria parceiro, e Chico costumava ficar escondido no alto da escada para ouvir a conversa dos pais com os ilustres amigos. Um ano depois, em 1954, a família voltaria a residir no Brasil.

Aos doze anos, Chico compôs algumas operetas que eram cantadas em conjunto com suas irmãs mais novas, Ana, Cristina e Pii.

Em 1961, publicou suas primeiras crônicas no jornal “Verbâmidas”, nome criado por ele, do Colégio Santa Cruz. Seu grande sonho era um dia publicar suas crônicas nas consagradas revistas semanais, ao lado de grandes cronistas.

Início da Carreira
Em 1963, ingressou na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, curso que abandonaria três anos mais tarde em virtude do clima de repressão instaurado nas universidades após o golpe militar de 1964.

Sua primeira apresentação como cantor ocorreu ainda em 1964 em um show no Colégio Santa Cruz, onde cantou a canção “Tem Mais Samba”, feita sob encomenda para o musical “Balanço de Orfeu”. Participou, nessa mesma época, do show “Primeira Audição”, realizado no auditório do Colégio Rio Branco, apresentando sua canção “Marcha Para Um Dia de Sol”.

No ano seguinte, lançou seu primeiro compacto simples, com as faixas “Pedro Pedreiro” e “Sonho de Um Carnaval”, que se tornou sua primeira música inscrita em um festival, nesse caso o da TV Excelsior. A canção, que seria posteriormente gravada por Geraldo Vandré, não se classificou, porém. O primeiro lugar foi conquistado pela música “Arrastão”, de Edu Lobo e Vinícius de Moraes, interpretada por Elis Regina.

Nesse mesmo ano, participou da novela “Prisioneiro do Sonho”, da TV Tupi, ao lado de Eva Wilma e John Herbert. Na ocasião, Chico foi apresentado como um dos “craques da bossa nova”. Também criou as músicas para o poema “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto, que foram premiadas no IV Festival de Teatro Universitário de Nancy, na França.

Novas Amizades
Ainda em 1965, conheceu Gilberto Gil e Caetano Veloso, que havia se encantado ao ver Chico cantando “Olê, Olá” em um show estudantil. Também passa a conhecer diversos nomes ilustres, como Taiguara e João do Vale, ao frequentar as festas promovidas no porão da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. O ano de 1965 ainda viu Chico participar do espetáculo “O Momento é a Bossa”, promovido por Walter Silva no Cine Ouro Verde, em Campinas.

Primeiro Disco e Sucesso Nacional
No ano seguinte, conquistou o primeiro lugar no II Festival da Música Popular Brasileira, promovido pela TV Record, com a canção “A Banda”. O primeiro lugar também foi dividido com a canção “Disparada” de Théo de Barros e Geraldo Vandré. A composição de Chico foi um sucesso absoluto, vendendo mais de 100 mil cópias em apenas uma semana. A canção foi saudada com uma crônica de Carlos Drummond de Andrade e traduzida para vários idiomas.

Ainda em 1966, mudou-se para o Rio de Janeiro e lançou seu primeiro LP, intitulado “Chico Buarque de Hollanda”, que se tornaria um dos mais icônicos discos da música popular brasileira.

Censura Entra em Ação
Após seis meses em cartaz, a faixa “Tamandaré”, que fazia parte do repertório do show “Meu Refrão”, com o grupo MPB-4 e Odette Lara, é proibida pela censura do governo militar por conter frases consideradas ofensivas ao patrono da Marinha, cujo rosto estampava a antiga cédula de um cruzeiro.

MIS e o Patinho Feio
Nesse mesmo ano, tornou-se o mais novo artista a gravar um depoimento para o Museu da Imagem e do Som, privilégio até então reservado somente a personalidades de gerações anteriores. Também realizou seu primeiro trabalho para o público infantil compondo a trilha sonora da peça “O Patinho Feio”.
O ano também ficou marcado por conhecer Marieta Severo Lins, com quem futuramente teria três filhas.

Trabalhos na TV
Apesar de morar no Rio de Janeiro, passa a gravar, ao lado de Nara Leão, o programa “Pra Ver a Banda Passar”, da TV Record, em São Paulo, além de participar de um programa diário na rádio Jovem Pan. Também participa do programa “Esta Noite Se Improvisa”, também da TV Record, onde compete com Caetano Veloso pelo primeiro lugar no conhecimento de letras de músicas brasileiras. Sua estreia no cinema acontece na mesma época, atuando ao lado de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Nara Leão e Ronnie Von, no filme “Garota de Ipanema”, de Leon Hirszman, interpretando ele mesmo.

Ainda em 1967, sua canção “Carolina” conquista o terceiro lugar no II FIC – Festival Internacional da Canção, promovido pela Rede Globo. “Roda Viva” também se classifica em terceiro no III Festival da MPB, da TV Record. Em julho do mesmo ano, lança o seu segundo disco, “Chico Buarque de Hollanda – Volume 2”.

Ditadura, Violência e Vaias

No ano seguinte, participou da chamada “passeata dos cem mil”, que reuniu estudantes, artistas e intelectuais em um protesto contra a ditadura militar. Pouco tempo depois, um comando do CCC (Comando de Caça aos Comunistas) invade o teatro Galpão, em São Paulo, onde era exibida a sua peça “Roda Viva”, e espanca atores e técnicos da produção. Ainda em 1968, sua canção “Bom Tempo” conquistou o segundo lugar no Bienal do Samba. A canção “Bemvinda”, apesar das vaias, se tornou vencedora do IV Festival da MPB, da TV Record. Novamente sob vaias, venceu o Festival Internacional da Canção, com “Sabiá”, criada em parceria com Tom Jobim. No fim do ano, publicou o artigo “Nem Toda Loucura é Genial, Nem Toda Lucidez é Velha” no Última Hora, de São Paulo, em resposta às críticas por seu apego ao samba tradicional.

Endurecimento da Ditadura e Exílio
Dias depois da decretação do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro, foi detido em sua própria casa e levado ao Ministério do Exército para prestar esclarecimentos sobre sua participação na passeata dos cem mil e cenas consideradas subversivas da peça “Roda Viva”.

Em janeiro do ano seguinte, pede autorização e deixa o Brasil para se apresentar na Grande Feira da Indústria Fonográfica, em Cannes, na França. Logo em seguida, partiu para um autoexílio na Itália.

Já em solo italiano, convidou Toquinho para acompanha-lo em uma série de shows pelo país. Nessa mesma época, aproximou-se de Garrincha, com quem podia conversar sobre futebol e música, suas duas grandes paixões. Também escrevia artigos esporádicos para o tabloide “O Pasquim”, um marco do jornalismo brasileiro da época.

Retorno ao Brasil e Censura
Ao retornar ao Brasil, em 1970, se deparou com um alvoroço organizado por Vinícius de Moraes, com muita gente o esperando no aeroporto, manifestações de amigos, declarações à imprensa e um show marcado na boate Sucata para lançar seu quarto LP, “Chico Buarque de Hollanda nº 4”, com destaque para as faixas “Rosa dos Ventos” e “Cara a Cara”.

Compõe a canção “Apesar de Você”, uma dura crítica ao regime militar que, surpreendentemente, passa ilesa pela censura prévia e se torna um hino de resistência. Após vender cerca de 100 mil cópias, a canção é censurada. Para o público, o “você” da música era uma clara referência ao então presidente Emílio Garrastazu Médici, considerado o general mais linha dura de toda a ditadura militar. Após este episódio, o cerco às suas composições endureceu.

No início de 1971, lança o LP “Construção”, que teve a faixa “Bolsa de Amores” completamente censurada, sendo obrigado a lançar o disco com uma faixa a menos do que as doze habituais. Pouco tempo depois, rompe com a Rede Globo e retira sua inscrição no VI Festival Internacional da Canção, em protesto contra a censura e tentativa de utilização do festival como veículo de propaganda a serviço da ditadura.
Em 1972, participa do filme “Quando o Carnaval Chegar”, de Cacá Diegues, interpretando o protagonista ao lado de Nara Leão e Maria Bethânia, e compõe quase todas as músicas do filme. Ainda nesse ano, traduz, com Ruy Guerra, o musical “O Homem de La Mancha” e lança as músicas “Sonho Impossível”, “Partido Alto”, “Bom Conselho” e “Atrás da Porta”.

No ano seguinte, repete a parceria com Ruy Guerra e escreve a peça “Calabar, ou o Elogio da Traição”, proibida pela censura e que só seria liberada muitos anos depois. O ano também ficou marcado pela proibição da icônica “Cálice”, feita em parceria com Gilberto Gil. Porém, dessa vez, a censura veio por parte da própria gravadora, que com medo de represálias, desligou as luzes e os microfones do palco para impedir que Chico e Gil apresentassem a canção.

O episódio contribuiu para que Chico rompesse com a gravadora posteriormente. A censura também proibiu a capa do disco “Chico Canta Calabar”, com as músicas da peça de mesmo nome.

Julinho da Adelaide
Em 1974, cria o heterônimo Julinho da Adelaide, em uma tentativa de driblar a censura. A tática funciona e as canções “Acorda, Amor”, “Jorge Maravilha” e “Milagre Brasileiro” são lançadas sem maiores problemas. Sob a identidade de Julinho da Adelaide, concede uma longa entrevista ao escritor e jornalista Mario Prata para o jornal Última Hora. O público só descobriria a verdadeira identidade de Julinho no ano seguinte, em reportagem publicada pelo Jornal do Brasil.

Praticamente impedido de gravar suas próprias canções, Chico lança o disco “Sinal Fechado”, com canções de outros compositores, com exceção da faixa “Acorda Amor”, feita em parceria com Julinho da Adelaide.

Parceria com Maria Bethânia
Em 1975, realiza uma longa série de shows ao lado de Maria Bethânia no Canecão, no Rio de Janeiro. A letra da canção “Tanto Mar”, uma saudação à Revolução dos Cravos – que derrubou a ditadura salazarista em Portugal – é proibida pela censura e Chico lança um compacto em Portugal contendo a canção proibida. Anos depois, a música seria relançada com outra letra, devido aos rumos tomados pela revolução portuguesa.
Afastamento dos Palcos
A partir desse ano, passa nove anos sem encarar o palco profissionalmente, limitando-se a participar apenas de eventos em benefício de causas sociais. Ainda em 1975, escreve a peça “Gota D’Água”, em parceria com Paulo Pontes, uma releitura de “Medéia”, de Eurípedes, baseada na adaptação para a televisão feita por Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha. A peça se tornou um dos maiores sucessos de crítica e público.

Em 1976, lança o disco “Meus Caros Amigos” e a canção “O Que Será” para o filme “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, de Bruno Barreto.

Saltimbancos e Reaproximação com a Rede Globo
No ano seguinte, traduz e adapta o musical infantil “Os Saltimbancos” e lança o disco “Gota D’Água”. Após anos afastado de qualquer contato com a Rede Globo, sua canção “Maninha” é incluída na trilha sonora da novela “Espelho Mágico”. Nesse mesmo ano, escreve o texto e compõe as canções da peça “Ópera do Malandro”, dirigida por Luis Antônio Martinez Corrêa.

Viagem à Cuba
Em 1978, viaja à Cuba pela primeira vez para atuar como jurado do Prêmio Literário da Casa de las Américas. Sua afinidade com personalidades cubanas inicia um processo de aproximação cultural entre Cuba e Brasil, que resultaria no reatamento diplomático dos dois países em 1986.

Ao retornar ao Brasil, Chico, a mulher Marieta e seus colegas de júri, Antonio Callado e Fernando Morais são detidos pelo DOPS para prestar depoimentos sobre a viagem à ilha. Ainda em 1978, estreia a peça “Ópera do Malandro” e lança o disco “Chico Buarque 1978”.

No ano seguinte, a peça “Calabar” é finalmente liberada pela censura e estreia em São Paulo. O disco duplo “Ópera do Malandro” é lançado.

Início dos Anos 80 e Temporada na África
Em 1980, faz as músicas para a peça “Geni” e participa da festa do Avante, órgão oficial do Partido Comunista Português e do projeto Kalunga, em Angola, onde se apresenta ao lado de outros 64 artistas brasileiros por todo o país. A renda dos shows é revertida para a construção de um hospital. Nesse mesmo ano, é lançado o documentário “Certas Palavras”, do cineasta argentino Maurício Berú, em que amigos, familiares e diversos artistas, como Caetano Veloso, Maria Bethânia, Vinícius de Moraes, Toquinho, Francis Hime, Ruy Guerra e Miúcha, dão depoimentos sobre Chico Buarque.

Ainda em 1980, cria duas músicas para a peça “O Último dos Nukupirus”, de Ziraldo e Gugu Olimecha e lança o LP “Vida”, que tem como destaque a canção “Eu Te Amo”, feita especialmente para o filme homônimo de Arnaldo Jabor.

No ano seguinte, participa, ao lado de Sérgio Bardotti, Antônio Pedro e Teresa Trautman, do roteiro da megaprodução do filme “Saltimbanco Trapalhões”, estrelado pelos Trapalhões. Também lança o livro “A Bordo do Rui Barbosa”, poema escrito entre 63 e 64 e que havia ficado na gaveta por 17 anos, e os discos “Almanaque” e “Saltimbancos Trapalhões”.

Em 1982, compõe as canções para o balé “O Grande Circo Místico”, em parceria com Edu Lobo. Morre Sérgio Buarque de Hollanda, aos 79 anos de idade.

Diretas Já
Em 1983, Chico compõe o samba “Vai Passar”, que no ano seguinte se tornaria um dos hinos da campanha pelas Diretas Já, do qual participou ativamente. Ainda nesse ano, compôs canções para diversos filmes e peças, como “Mil Perdões” para o filme “Perdoa-me Por Me Traíres”, de Braz Chediak; “Dr. Getúlio” para o filme homônimo de Dias Gomes e Ferreira Gullar e escreveu o roteiro e compôs diversas canções para o filme “Para Viver Um Grande Amor”, do cineasta Miguel Faria Jr.

Retorno aos Palcos
O retorno aos palcos, após nove anos afastado, aconteceu ainda no ano de 1983, com uma apresentação no Luna Park, em Buenos Aires, na Argentina. Os discos “O Grande Circo Místico” e “Chico Buarque 1984” também são lançados nesse ano.

Em 1985, trabalha no roteiro e compõe novas músicas para o filme “A Ópera do Malandro”, de Ruy Guerra, baseado na peça homônima de sua autoria. Também compôs, em parceria com Edu Lobo, canções para a peça “O Corsário do Rei”, de Augusto Boal.

Retorno à Televisão
Retornou à televisão em 1986, ao lado de Caetano Veloso, para apresentar o programa “Chico e Caetano”, que foi exibido durante sete meses pela Rede Globo. No programa, que obteve muito sucesso, os dois cantores recebiam grandes nomes da música popular brasileira, além de estrelas internacionais.

Nesse mesmo ano, colocou letra na canção “Anos Dourados”, em parceria com Tom Jobim, para ser o tema da série homônima também da Rede Globo. Também compôs “As Minhas Meninas” para a peça “As Quatro Meninas”.

Final da Década de 80
Em 1987, lança o disco “Francisco” e volta aos palcos em um show dirigido por Naum Alves. No ano seguinte, repete mais uma vez a parceria com Edu Lobo e compões as canções para o balé “Dança da Meia-Lua”.

Em 1989, participou do filme “Amor Vagabundo”, de Hugo Carvana, interpretando seu heterônimo, Julinho da Adelaide. O ano também viu os lançamentos do songbook “Chico Buarque Letra e Música”, que contou com prefácios de Tom Jobim e Eric Nepomuceno, e do disco “Chico Buarque”.

Anos 90
O início dos anos 90 foi marcado pelo lançamento de seu primeiro romance, “Estorvo”, que conquistou o prêmio Jabuti de Literatura daquele ano. Os direitos de publicação do livro são vendidos para sete países: França, Itália, Inglaterra, Alemanha, Espanha, Estados Unidos e Portugal. Neste último, o livro atingiu a marca de 7.500 cópias vendidas em apenas três dias.

Retorna aos palcos, no início de 1994, com o show do disco “Paratodos”, lançado no final de 93 após quatro anos sem gravar um disco de inéditas. Também participa da “Campanha Nacional Contra a Fome e Pela Cidadania” do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. Seu segundo livro, “Benjamin”, é lançado no ano seguinte, em 1995.

Carnaval
Em 1997, é homenageado pelo enredo da escola de samba Estação Primeira de Mangueira e participa do disco “Chico Buarque de Mangueira”, com regravações de grandes clássicos dos compositores da escola e uma canção inédita, “Chão de Esmeraldas”, feita em parceria com Hermínio Bello de Carvalho. O desfile em sua homenagem, que aconteceria no ano seguinte, renderia o primeiro lugar à escola verde e rosa.

Também grava um CD para o livro “Terra”, do fotógrafo Sebastião Salgado, com duas canções inéditas e duas regravações.

As Cidades
Em 1998, lança o álbum “As Cidades”, com sete inéditas e quatro regravações, cinco anos depois de “Paratodos”. O trabalho foi o primeiro a ser lançado na internet e originou uma turnê que passou pelo Brasil e exterior. O sucesso da série de shows rendeu a gravação do álbum “Chico ao Vivo”.

Anos 2000
No início dos anos 2000, o filme “Estorvo”, de Ruy Guerra, baseado no romance homônimo de autoria de Chico Buarque, é selecionado para concorrer à Palme da Ouro do 55º Festival Internacional de Cinema de Cannes.

Em 2002, é lançado o álbum “Duetos”, que reúne 14 das mais de 200 parcerias de Chico cantando com outros artistas. O disco conta com as participações de grandes nomes como, Elza Soares, Mestre Marçal, Ana Belém, Nara Leão, Zeca Pagodinho, Nana Caymmi, Dionne Warwick, Miúcha, Tom Jobim, Elba Ramalho e muitos outros.
Nesse mesmo ano, também lança o box “Construção”, com discos lançados entre 1966 e 1985 e um CD bônus com duetos feitos em parceria com artistas como Elis Regina, Fagner, Toquinho, Milton Nascimento, Djavan, MPB-4, Zizi Possi, entre outros.

Em 2003, estreia o filme “Benjamin”, dirigido por Monique Gardenberg, baseado no livro de sua autoria. O elenco conta com os atores Paulo José, Cléo Pires, Danton Mello e Chico Diaz.

O documentário “Chico ou o País da Delicadeza Perdida”, com direção de Walter Salles e Nelson Motta, é lançado em DVD ainda em 2003.

Nesse mesmo ano, lança seu terceiro livro, “Budapeste”, que figura entre os mais vendidos durante seis meses consecutivos e é traduzido para mais de seis idiomas.

Fonte: www.chicobuarque.com.br/

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