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12.1.18

ALGUMAS CASAS NOTURNAS DEDICADAS AO PÚBLICO MADURO



Você já tem um ou mais divórcios no currículo, dispõe de dinheiro suficiente na conta para não se preocupar com o preço do uísque e não sabe a diferença entre deep house e breakbeat, embora ainda continue com pique para encarar uma pista na madrugada. Para os homens e mulheres acima dos 40 que estão lindos, leves e soltos no sereno (solteiros, na gíria da noite), a capital oferece um pequeno circuito de casas. São bares e baladas com um público fiel e numeroso, caso dos longevos Charles Edward e Limelight (veja lista abaixo).


Contrariando a rotatividade intensa de endereços que impera no circuito de diversões noturnas da capital, raramente há novidades nesse setor. Nas próximas semanas, porém, o panorama deve mudar com a inauguração de duas casas. Uma delas, a luxuosa Le Rêve Club, abre as portas na sexta.
Instalado em um prédio do início do século XX, na esquina das ruas Augusta e Marquês de Paranaguá, no centro, o local tem lustres avaliados em 30 000 reais e um elevador para transportar o DJ entre os andares no meio das apresentações, sem interromper a música. “A decoração foi inspirada em um mundo de sonho, e é essa experiência que espero proporcionar”, explica Iraí Campos, que também é dono de outro lugar bastante procurado por gente dessa faixa etária, o The History, na Vila Olímpia.
Para agradar a freguesia, as duas pistas de dança tocarão principalmente sucessos antigos. Em julho, o empresário Angelo Leuzzi abre o Panorama, no Itaim, com shows ao vivo de jazz e bossa nova. O bar terá uma carta de vinhos elaborada e o restaurante funcionará até as 5 da manhã. “O clima será de festa na casa de amigos: vamos começar na happy hour e ir até o after hours”, define Leuzzi, que investiu 2 milhões de reais na empreitada.
Os dois espaços se juntam a outro aberto recentemente para esse público. Há seis meses no Itaim, o bar Tatu Bola aposta em som ao vivo, geralmente rock e MPB, e atrai principalmente grupos de amigos que se encontram ali no começo da noite, após o expediente, como o produtor de documentários Renato Castanho, de 43 anos, o empresário Ricardo Echeverria, de 45, e o consultor financeiro Samuel Gommez, de 48.

“Pelo menos uma vez por semana nos reunimos aqui antes de voltar para casa”, afirma Echeverria. A movimentação nessa área é bem vinda também por pessoas como a engenheira civil Iara Paes de Almeida. Após sua separação, em 1994, ela passou os quinze anos seguintes envolvida na criação de suas duas filhas, Laura e Mariana, sem tempo livre para frequentar bares e baladas.
Somente em 2008, com as meninas adultas (hoje com 22 e 28 anos), Iara pôde voltar à noite paulistana. Aos 56 anos de idade, no entanto, faz uma série de exigências em relação às casas onde desembolsará 150 reais, em média, duas vezes por semana. “Gosto de curtir um rock, mas sinto falta de bares com boa música ao vivo”, diz. Lugares apertados, com barulho ensurdecedor e “molecada”, também estão fora de seu radar. “Acabam sobrando poucas opções”, lamenta. Para sua felicidade (e de tantos outros), essa fase de escassez parece acabada.
Em tempo: deep house é um gênero de música eletrônica com vocais e ênfase na percussão rápida, enquanto o breakbeat tem um pé na música negra, abusando de samplers de hip hop e funk.
Fôlego de sobra
Alguns dos principais lugares do gênero funcionam há vários anos na capital
Limelight – 1991
Memphis Rock Bar – 1999
Passatempo Bar – 2000
The History – 2008

fonte: VEJA

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